E já que é a primeira vez, devo também dizer-vos que há cerca de mais ou menos dois anos, fui, com o tal amigo que casou este ano e que tinha um site fantástico, juntamente com outra amiga - na altura eramos três adoráveis solteiros - ao cinema.
Aquele foi sem dúvida o melhor filme que vi até aqui. Orgulho e Preconceito. Não consigo explicar porquê, mas durante os meses que se seguiram falei imenso nisso. Descrevo-o como sendo um filme de amor, "daquele amor tão forte que corrói as entranhas". E o protagonista é um anti-galã. Ai, ai, eu que sempre gostei deles surpreendentemente anti sex simbol e sem aquela conversa fiada, fiquei encantada. Era o Mr. Darcey. E tão encantada fiquei com o filme,
que a minha amiga me ofereceu pelo meu aniversário o livro. Nele apôs uma dedicatória amorosa, na qual fazia votos que eu encontrasse um dia o meu Mr. Darcey.
Encolhi os ombros e disse-lhe que os Mr. Darceys não existem. São produto da ficção.
Não são não. Eu encontrei-o.
Também foi assim, um amor rápido e de corroer as entranhas. Igualzinho ao filme. O ódio inicial deu lugar a um amor inexplicável. Quem me conhece entende-me bem.
Tenho uma amiga há já 23 anos com a qual falo e estou poucas vezes. Estive na casa dela quando tudo começou, em Agosto do ano passado. Olhei para ela e naturalmente disse-lhe "Estás grávida." Ela respondeu, "Não sei, é possível. E tu estás apaixonada e ele é o homem da tua vida". Olhei para ela.
Este ano, em Agosto estivemos no baptizado do bébé.
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